*As oficinas estão disponíveis a todas as opções de inscrição, estando a participação sujeita apenas a quantidade de vagas.
1. ENTRE RASTROS E ROSTOS: A MULHER NA HISTORIOGRAFIA BRASILEIRA
PROPONENTES:
IZABELLE LÚCIA DE OLIVEIRA BARBOSA
MARIA ANGÉLICA PEDROSA DE LIMA
Ementa: A Historiografia aborda razões da falta de fontes não sobre as mulheres, mas sim sobre sua existência concreta e sua história singular. Entretanto, muito se fala das mulheres, mas são discursos, na maioria das vezes obra dos homens, onde se ignora quase sempre o que elas pensavam, viam ou sentiam, criando assim a representações do que elas são ou do que elas deveriam fazer por terem sido construídas pelo pensamento misógino do século XIX. Diante disso, a presente oficina foi despertada pelo desejo de trabalhar com a construção historiográfica da História das Mulheres, abordando os principais teóricos sobre a temática e discutindo sobre os paradigmas que vem se rompendo através das décadas.
Ementa: A Historiografia aborda razões da falta de fontes não sobre as mulheres, mas sim sobre sua existência concreta e sua história singular. Entretanto, muito se fala das mulheres, mas são discursos, na maioria das vezes obra dos homens, onde se ignora quase sempre o que elas pensavam, viam ou sentiam, criando assim a representações do que elas são ou do que elas deveriam fazer por terem sido construídas pelo pensamento misógino do século XIX. Diante disso, a presente oficina foi despertada pelo desejo de trabalhar com a construção historiográfica da História das Mulheres, abordando os principais teóricos sobre a temática e discutindo sobre os paradigmas que vem se rompendo através das décadas.
2. UMA ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE GÊNERO NO BRASIL: A REPRESENTAÇÃO DA MULHER NOS FOLHETOS DE CORDEL E UM ESTUDO SOBRE A LEI MARIA DA PENHA
PROPONENTES:
KALHIL GIBRAN MELO DE LUCENA
MARCELO MELO DA SILVA
Ementa: O folheto de cordel é um tipo de leitura que se apresenta de forma dinâmica, descontraída e envolvente. A musicalidade inteligente dos seus versos permite ao leitor a possibilidade de instigar a imaginação, a criatividade e a construir conhecimento a partir das críticas, vivências e olhares plurais que o cordel se propõe a relatar. A forma como são idealizados permite, geralmente, a articulação com temáticas do cotidiano, podendo ser utilizado até mesmo como documento histórico. Entrementes, pode-se observar também que na maioria desses folhetos de cordel a figura feminina encontra-se à margem do discurso. Nesse ínterim, a presente oficina se propõe a fomentar discussões e problematizações acerca da representação da mulher na produção cordeliana, buscando nesse sentido traçar um panorama histórico do cordel e da misoginia presente nos folhetos. Assim, apresentaremos folhetos de cordéis que trazem essa perspectiva misógina e discutiremos as relações de gênero nos folhetos. A proposta desta oficina é também promover um diálogo do cordel com a Lei Maria da Penha, que é um mecanismo legal que objetiva promover a igualdade de gênero. A Lei abre a perspectiva dos direitos humanos da mulher, contra a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
Ementa: O folheto de cordel é um tipo de leitura que se apresenta de forma dinâmica, descontraída e envolvente. A musicalidade inteligente dos seus versos permite ao leitor a possibilidade de instigar a imaginação, a criatividade e a construir conhecimento a partir das críticas, vivências e olhares plurais que o cordel se propõe a relatar. A forma como são idealizados permite, geralmente, a articulação com temáticas do cotidiano, podendo ser utilizado até mesmo como documento histórico. Entrementes, pode-se observar também que na maioria desses folhetos de cordel a figura feminina encontra-se à margem do discurso. Nesse ínterim, a presente oficina se propõe a fomentar discussões e problematizações acerca da representação da mulher na produção cordeliana, buscando nesse sentido traçar um panorama histórico do cordel e da misoginia presente nos folhetos. Assim, apresentaremos folhetos de cordéis que trazem essa perspectiva misógina e discutiremos as relações de gênero nos folhetos. A proposta desta oficina é também promover um diálogo do cordel com a Lei Maria da Penha, que é um mecanismo legal que objetiva promover a igualdade de gênero. A Lei abre a perspectiva dos direitos humanos da mulher, contra a violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
3. “A CIDADE DOS DESEJOS EM CONFLITO”: ORGANIZAÇÕES E IDENTIDADES DO RECIFE DO SÉCULO XX
PROPONENTES:
JULIANA DA COSTA RAMOS
RENATA PATRICIA MORAES
Ementa: “A cidade dos desejos em conflito, onde a ânsia do ser moderno era o catalizador das reformas, pegou desprevenido a muitos que tiveram de redefinir seus laços com o espaço [...] Mas esse era o preço da modernização sem a vivência da modernidade.” (DUARTE, 2009. Pág 35.). Nesta oficina pretendemos discutir como as modificações ocorridas no inicio do século XX foram percebidas pela sociedade recifense da época e como essas mudanças se refletiram na construção narrativa e na constituição de uma identidade saudosista peculiarmente recifense. Para isso buscamos na literatura histórica produções que abordem a afetividade e as relações sociais, para tentarmos compreender como esses elementos constituíram parte importante de narrativas da época e como a partir dessa construção narrativa nós podemos perceber os modos de vida, identidade e a distribuição social no centro do Recife no século XX. Como metodologia pretendemos utilizar fontes como jornais da época, fotografias e algumas produções artísticas/intelectuais para tentar perceber a dinâmica dessa cidade que se transformou. Entretanto pretendermos refletir não somente sobre as modificações espaciais, mas as relações sociais a partir do desenvolvimento de algumas atividades lúdicas que constarão essencialmente na configuração coletiva de uma percepção de sujeito histórico produtor/receptor/consumidor de histórias e memórias.
Ementa: “A cidade dos desejos em conflito, onde a ânsia do ser moderno era o catalizador das reformas, pegou desprevenido a muitos que tiveram de redefinir seus laços com o espaço [...] Mas esse era o preço da modernização sem a vivência da modernidade.” (DUARTE, 2009. Pág 35.). Nesta oficina pretendemos discutir como as modificações ocorridas no inicio do século XX foram percebidas pela sociedade recifense da época e como essas mudanças se refletiram na construção narrativa e na constituição de uma identidade saudosista peculiarmente recifense. Para isso buscamos na literatura histórica produções que abordem a afetividade e as relações sociais, para tentarmos compreender como esses elementos constituíram parte importante de narrativas da época e como a partir dessa construção narrativa nós podemos perceber os modos de vida, identidade e a distribuição social no centro do Recife no século XX. Como metodologia pretendemos utilizar fontes como jornais da época, fotografias e algumas produções artísticas/intelectuais para tentar perceber a dinâmica dessa cidade que se transformou. Entretanto pretendermos refletir não somente sobre as modificações espaciais, mas as relações sociais a partir do desenvolvimento de algumas atividades lúdicas que constarão essencialmente na configuração coletiva de uma percepção de sujeito histórico produtor/receptor/consumidor de histórias e memórias.
4. O ESTUDO DA MORTE COMO ELEMENTO DE RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA
PROPONENTES:
RODRIGO MARINHO
Ementa: Não há como afirmamos que exista coincidência quando nosso objeto de estudo é a morte ou mesmo os cemitérios. É fato, perder um ente querido é provavelmente uma das maiores dores humanas, no entanto, os cemitérios existem e estão repletos de simbologia. Cada família, em sua respectiva época, possui sinais religiosos e particulares para lembrar aqueles que já partiram, sendo as sepulturas os depositários perpétuos dessa ultima homenagem. Estudar as sepulturas nos permite entender fragmentos importantes do imaginário de uma sociedade. Além de uma simbologia especial relacionada à última morada do ser humano, podemos detectar fortemente os aspectos econômicos e sociais que as caracterizam. Partindo desse pressuposto, com essa oficna iremos analisar o maior expoente do patrimônio fúnebre da cidade do Recife, o cemitério Senhor Bom Jesus da Redenção, mais conhecido como Cemitério de Santo Amaro, o qual constituiu-se na primeira necrópole planejada do país. Construído na segunda metade do século XIX sob o prisma das leis higienistas tão influentes na época, que entre outras coisas, condenavam veemente os enterros no solo sagrado das igrejas, visto que os miasmas emanados dos corpos em decomposição traziam um sério risco a saúde dos fieis. Esse costume era caracterizado por essa corrente, pejorativamente, como um atraso da herança colonial.
Iremos primeiramente estudar sua formação e as principais implicações que tal construção resultou na sociedade recifense do século XIX. Logo após iremos analisar o simbolismo de algumas sepulturas, sua localização dentro do cemitério, como também o material da qual elas foram construídas, além do artista que executou a obra; para assim tentar entender como a influência de algumas famílias tradicionais estendia-se até esse novo espaço da morte.